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A visita de estudo dos 9.º anos prosseguiu após o almoço e, sob um céu turquesa raiado de fiapos brancos, iniciámos o nosso passeio pela “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto”. Entre histórias de reis, rainhas, mercadores e soldados, relatos de revoluções e vitórias, sofrimentos e alegrias, ficámos todos mais sabedores da valiosa herança histórica e cultural da cidade.
Regressámos a casa com o coração cheio de boas memórias, de histórias e de História, e da felicidade genuína de quem vivenciou um dia especial e inesquecível.
A professora Isabel Costa.
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A manhã nasceu cinzenta, mas a promessa de um dia diferente já iluminava os rostos dos nossos alunos. Saíram da escola muito animados e felizes com a perspetiva de irem ver a peça Auto da Barca do Inferno, no Porto, no Teatro Sá da Bandeira.
Chegámos ao Porto cedo e uma chuva miudinha acompanhou-nos, mas nada diminuía o entusiasmo dos alunos enquanto esperavam para entrar no teatro. Lá dentro, foi o espanto perante a beleza da sala e a excitação, pois estava quase a chegar o tão esperado momento.
Durante cerca de uma hora, todos fomos Diabo, Anjo, Fidalgo, Alcoviteira e Parvo… rimos, cantámos, batemos palmas e gritámos. No final, de faces rosadas pela animação, todos bateram palmas efusivamente. À saída, diziam: “Adorei, stôra!”, “Foi mesmo fixe, stôra!”.
Em seguida, chegou o tão ansiado almoço nos restaurantes da Baixa do Porto. Entre McDonald's e Burger King, meninos e meninas lá se decidiram e degustaram, deleitados, os seus menus preferidos, enquanto riam, conversavam e conviviam alegremente com os seus pares.
A professora Isabel Costa.
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No dia 4 de março, na Biblioteca da EB de S. Pedro da Cova, realizaram-se duas tertúlias – uma no período da manhã e outra no da tarde – intituladas “Todos somos Mineiros”, integradas nos Planos de Turma de Educação para a Cidadania e respetivos PAFC, de todos os 5º Anos, respeitando o Tema Aglutinador do Agrupamento “Memórias Vivas das Minas”.
Ambas as tertúlias contaram com a participação de todos os alunos do 5ºAno, vários professores e técnicos operacionais e um conjunto de convidados muito especiais: em representação da nossa comunidade mineira, a Sr.ª Maria Rosa Sousa, Encarregada de Educação de um aluno de uma EB1 do nosso Agrupamento, a Dr.ª Micaela Santos, coordenadora do museu Mineiro de S. Pedro da Cova e, em representação do Ecomuseu de Montalegre, o Dr. José Carlos Alves, responsável pelo Centro Interpretativo das Minas da Borralha, neto e filho de ex-mineiros e o Sr. Mário Mendes, ex-trabalhador das Minas da Borralha, onde exerceu a profissão de eletricista.
As duas sessões decorreram de forma dinâmica, participada e bastante animada, por parte de todos os intervenientes. Todos os objetivos principais desta iniciativa foram superados, nomeadamente:
- Dar a conhecer a realidade do que foi a vida das minas, dos mineiros e das suas famílias;
- Recuperar memórias reais, através do testemunho direto daqueles que viveram essa realidade em duas regiões mineiras tão distantes no espaço, mas tão próximas nas suas vivências;
- Ganhar consciência da importância da preservação da identidade própria das comunidades mineiras, do seu património cultural, afetivo e material;
- Reforçar o espírito de pertença comunitária, social e ecologicamente responsável e da necessidade do exercício de uma cidadania empenhada.
Em conclusão temos que destacar a participação ativa dos alunos, o interesse manifestado pela História da sua terra, pelas suas origens e tradições. Por outro lado, deixar um agradecimento sentido a todos os convidados pelo seu contributo, pelas aprendizagens que nos deixaram e, principalmente, pelo dinamismo, entusiasmo e alegria com que partilharam os seus conhecimentos e experiências de vida.
Bem hajam!
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No âmbito do Dia Internacional da Mulher, o Agrupamento de Escolas de São Pedro da Cova partilha com toda a comunidade educativa uma investigação realizada pelos alunos do 9.º ano na disciplina de Educação Tecnológica.
Sob o tema "O Futuro das Carreiras e os Estereótipos de Género", os nossos alunos analisaram as barreiras invisíveis que ainda condicionam as escolhas profissionais de rapazes e raparigas. O resultado final é o documento em anexo: "O Mundo Segundo Mafalda: Questionando o Teto de Vidro", uma abordagem criativa e científica sobre o estado da igualdade no mundo do trabalho.
O trabalho desenvolvido pelos alunos destaca pontos cruciais que todos devemos refletir:
- O Viés Começa Cedo: Num exercício real, realizado em diversos países, em 66 desenhos de profissões como "bombeiro" ou "cirurgião", apenas 5 eram mulheres. A perceção de competência é influenciada pelo género desde a infância.
- O Teto de Vidro (Glass Ceiling): Esta barreira invisível impede que mulheres qualificadas alcancem cargos de topo. Na Medicina, por exemplo, embora as mulheres sejam 41% do corpo docente, apenas 19% chegam a Diretoras de Faculdade.
- Segregação Horizontal: Ainda existe a tendência de associar homens a funções "criativas" ou de risco, enquanto as mulheres são maioritariamente direcionadas para funções de organização e cuidado.
- O "Duplo Turno" e o Burnout: As médicas sofrem mais de burnout (50.7%) do que os homens (38.2%), devido ao conflito entre o trabalho e as expectativas sociais de cuidar do lar.
- O Dilema dos Rapazes: O estudo revela que os rapazes sentem maior aversão a profissões ditas "femininas" por medo da desvalorização social e económica, embora essa resistência diminua se os salários forem mais atrativos.
Mudar as Estruturas, Não as Pessoas
A conclusão dos nossos alunos é clara: para um futuro mais justo, não precisamos que as mulheres peçam "licença para entrar". Precisamos de mudar a "fechadura" — ou seja, as estruturas sociais. Valorizar financeiramente o cuidado, desafiar estereótipos desde a escola e criar novos modelos de liderança são os passos essenciais para que o talento não tenha género.
"Não precisamos de pedir licença para entrar. Precisamos de mudar a fechadura."
A professora Adelina Silva.
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